Elza Soares promove ‘Juízo final’ a um mês de completar 90 anos | Blog do Mauro Ferreira

Elza Soares promove ‘Juízo final’ a um mês de completar 90 anos | Blog do Mauro Ferreira


“O sol há de brilhar mais uma vez”, profetiza Elza Soares, realçando a sentença positivista do samba Juízo final (1973) ao fim da inédita gravação que será lançada em single na sexta-feira, 26 de junho, em meio às comemorações (antecipadas) dos 90 anos da cantora.

Nascida em 22 de julho de 1930, Elza Gomes da Conceição virou Elza da Conceição Soares em 1942, aos 12 anos, ao ser emancipada para se casar com Alaurdes Antônio Soares. Nessa ocasião, Elza teve registrada em documento a data de 23 de junho de 1930 como o dia do nascimento dessa carioca dura na queda – o que explica as comemorações adiantadas do 90º aniversário da artista.

De todo modo, a partir de dezembro de 1959, mês em que estourou com (re)gravação do samba Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938), a artista virou somente Elza Soares para o Brasil e desde então a idade da artista sempre driblou o tempo.

Capa do single ‘Juízo final’, de Elza Soares — Foto: Divulgação / Deck

É como Elza Soares – cantora-símbolo da resistência do povo negro contra toda forma de opressão – que a cantora promove Juízo final, raro título sem amargura do cancioneiro geralmente angustiado do compositor Nelson Cavaquinho (1911 – 1986), parceiro de Élcio Soares no samba lançado em 1973 na voz do próprio Nelson.

Na voz rouca de Elza Soares, Juízo final ganha o peso e o frescor do toque da banda formada por Pupillo (bateria), Fernando Catatau (guitarra), Guilherme Monteiro (guitarra), Sidão Santos (synth bass), Marcus Ribeiro (cello), Bruno Queiroz (programação, efeitos e intervenções sonoras) e Felipe Ventura (violino, viola e arranjo de cordas) para a gravação produzida por Rafael Ramos, mixada por Vitor Farias e masterizada nos Estados Undios pela engenheira de som Idania Valencia no estúdio Sterling Sound.

Na sequência da edição do single Juízo final, Elza Soares lança em julho outra gravação inédita – no caso, de música também inédita, Negão negra, gravada pela cantora com o rapper Flávio Renegado, parceiro de Gabriel Moura na composição.



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